Não basta ter um site na internet: tem que divulgar!

Por Alcides Soares Filho
Web é coisa séria, cada vez mais séria. Temos hoje 600 bilhões de páginas, 100 para cada habitante do planeta. Eram 6 bilhões há uns 3 ou 4 anos atrás.
Quando um cliente em potencial consegue nos achar nos 600 bilhões de páginas e não encontra a informação que precisa, é enervante. Ou quando não consegue nem localizar nossa empresa – é mais enervante ainda.
Faço um desafio ao leitor: quantas vezes você usou uma lista telefônica nos últimos 12 meses, para achar qualquer tipo de coisa? Garanto que 90% das pessoas que ao menos têm internet nunca mais usaram uma lista telefônica. Não é porque o telefone desapareceu, como o fax, em vias de extinção quase completa. É porque a Internet apareceu – já tem mais de 11 anos no Brasil – e nela é muito mais fácil e mais humano procurar as coisas. Ou era, pois agora com 600 bilhões de páginas, é – está ficando – cada vez mais difícil localizar o que se quer exatamente.
A despeito disso tudo, ainda há quem “não acredite na internet” para divulgar sua empresa, seus produtos e seus serviços. Eu penso que – empresarialmente – não se pode mais brincar com essa questão e que há duas atitudes fundamentais:  Ter um site claro, limpo, com informações objetivas e segmentadas por área de “preocupação/pesquisa” de clientes em potencial.
Isso não significa um site sofisticado. Exemplifico: tentei entrar em contato com uma das maiores editoras de livros do Brasil, pois perdi o cartão de um dos seus dirigentes, que era meu contato. Fabricam mais de 50 milhões de livros por ano, a maioria para o setor educacional. Achei o site com certa facilidade: no fale conosco, somente um formulário simples. NENHUM TELEFONE. Eu só queria um telefone da empresa: não existe.
A internet não substitui o telefone. Anunciar a empresa na Internet. Os dois principais sites de pesquisa do mundo, Google (com 90% ou mais das pesquisas) e Yahoo (uns 5% das pesquisas) tem mecanismos para anunciar que facilitam a vida e a pesquisa dos internautas.
Sempre ouço o argumento de que, na área de serviços isso não funciona: ninguém vai “comprar” os serviços pela internet. Pode ser verdade, mas é igualmente verdadeiro que muitas pessoas simplesmente querem achar nossa empresa, de forma simples e rápida. E ou caírem em páginas que tem tudo a ver com o que estão procurando no momento. A maioria dos sites não está estruturada dessa forma, forçando o usuário a navegações chatas até encontrar o que de fato está procurando.
Para se fazer um serviço desse tipo na internet, anunciando no Google e no Yahoo, o gasto mensal é em geral inferior a mil reais. Mas vários empresários “ainda não acreditam na internet” e não investem. E alguém, da sua área administrativa, meramente operacional, ainda deve estar pagando faturas mensais de R$ 800 ou mais para o nome da empresa constar, em “bold” (ou com uma logomarca de 2cm x 2 cm) na lista telefônica das páginas amarelas. Este custo “antigo” ninguém questiona. É praxe. Nunca ninguém mediu a efetividade desses anúncios, mas raramente as empresas deixam de anunciar “por medo” de não estarem presentes na lista…
Por que não existe o medo de não serem localizados na Internet? Me apresentem um diretor de empresas que ainda consulte as páginas amarelas para procurar uma empresa de serviços (sistemas, consultoria, agências, etc.). Se existir, deve ser um sujeito amarelo – e “antigo”.
Sua empresa precisa estar na internet. São clientes que “a descobrem” na WEB. E telefonam querendo comprar. Ou visitam a empresa, diretamente. Nada é vendido na WEB. E hoje, tudo o que se vende vem das consultas via WEB. Hoje já não basta ter um site na internet: tem que divulgar. Ou continuar escondido, “inachável”, entre apenas 600 bilhões de páginas.
Origem: www.administradores.com.br

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