Videoconferencia x reuniao pessoal

Nenhuma novidade – Videoconferencia não é coisa nova. Ja a alguns anos as pessoas se falam usando o microfone e a webcam. Existem salas proprias em grandes empresas e escolas. E vc pode alugar uma sala de hoteis ou empresas especializadas para eventos/encontros ocasionais a distancia. As grandes escolas mundo afora oferecem cursos a distancia, baseados em aulas em video e testes eletronicos.

Mas até agora eu não tinha visto esse poder em ação. Alguns dias atrás presenciei um alto executivo de uma empresa brasileira entrevistando um candidato gerente de filial. Conversaram por 12 minutos e o rapaz foi contratado. Foi num sabado.

Nada demais certo? Porem o executivo estava em Cingapura, em seu laptop, no saguao de um hotel, e o atual gerente da filial sentado com o seu notebook no colo, em um cafe na zona sul de Belo Horizonte. Legal né?

Ele teve de esperar hora e meia pelo chamado, mas valeu a pena. Eles utilizaram o Skype para conversar. O curriculo e referencias dele ja haviam sido trabalhados pelo RH da empresa.

Me maravilhou este fato. Eu mesmo ja substitui várias reuniões pessoais por videoconferencia, por força do meu trabalho, que me obriga a ficar online 12 horas minimo por dia.

Mas agora esta decretado: Devido ao transito impossivel, a falta de estacionamento, e tambem aos custos de se deslocar de lá pra cá, estão extintas as reunioes pessoais de trabalho. Utilizaremos a partir de agora apenas videoconferencia!

As estrelas desse segmento hoje na vida comum parecem ser o MSN da Microsoft e o Skype. Todos temos acesso facil a isso, basta nos acostumarmos com a ideia. E mais:

o antigo adagio: “quando um burro fala o outro baixa a orelha” esta mais vivo que nunca!

É a unica forma de uma videoconferencia funcionar. Tenha paciencia, espere o outro terminar de falar, e entao se posicione. Ligeiramente diferente de uma conversa comum, mas muito eficaz. E não existe nenhum problema para aqueles que fazem questão de uma conversa “olho no olho”. Da pra ver direitinho.

Veja este case relatado:

FEA X FEA – Videoconferência aproxima pessoas e reduz custos
NA DEFESA DA SUA TESE DE MESTRADO “DIMENSÕES REGIONAIS DA MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL”, ANA MARIA BONOMI BARUFI NÃO QUERIA ABRIR MÃO DA PARTICIPAÇÃO DO PROFESSOR ANTONIO PAEZ, DA MCMASTER UNIVERSITY, DE ONTÁRIO (CANADÁ) NA BANCA EXAMINADORA.
A influência e o papel fundamental do especialista mexicano em Econometria Espacial no seu trabalho, que ela conheceu durante intercâmbio realizado na universidade canadense, eram a razão de tanto empenho.
Diante da impossibilidade do professor de viajar para o Brasil na data marcada para a defesa que aconteceu no dia 12 de fevereiro, a solução foi utilizar o sistema de videoconferência.
“Deu tudo certo. Foi como se ele estivesse na sala, junto com os professores Eduardo Amaral Haddad, meu orientador, e Carlos Roberto Azzoni. Não conhecia o sistema, mas ao acompanhar a defesa de um colega, Tiago Ferreira, que teve a participação de um professor da Universidade de Illinois, vi que essa poderia ser a solução.
A comunicação foi boa e não me senti pressionada. É muito bom poder contar com pessoas de fora. O sistema dá flexibilidade. É a FEA cada vez mais inserida no contexto internacional”, explica Ana Maria, agora já mestre em Economia pela FEA.
Consistente e confiável, a tecnologia para fins educacionais ganha dia após dia mais adeptos e defensores. Instalado em 1997, o Centro Interativo de Ensino e Pesquisa (CIEP), unidade do Serviço de Biblioteca e Documentação da FEA, acumulou grande experiência com o sistema ao longo desses anos e está à disposição dos usuários. “A ferramenta permite a participação de professores do exterior em defesas de tese e qualificações de alunos da FEA, de professores daqui em bancas de fora e participação em reuniões internacionais, cursos e treinamentos. Podemos e devemos usar mais a ferramenta.
Um dos projetos mais avançados é a realização, pelos professores, de um curso de Finanças em conjunto com a Universidade de Illinois, para os alunos das duas universidades”, afirma o professor Carlos Roberto Azzoni.
O projeto tomou forma a partir de uma reunião coordenada pelo professor Edgard Cornachione, do Departamento de Contabilidade, e realizada por videoconferência no final do ano passado. “Convidamos o professor Martin Maurer, responsável pelo Laboratório de Finanças, para mostrar como funciona esse centro de estudos e os recursos de instrução utilizados ou as bases de dados ligadas a Finanças Internacionais. Foi um encontro muito produtivo que deu início a uma parceria entre as duas instituições e abriu a perspectiva dessa nova disciplina que vai envolver os três departamentos. É uma ideia inovadora com o uso da tecnologia”, afirma o professor Edgard.
A experiência gratificante com o sistema de videoconferência que a professora Tania Casado, do Departamento de Administração, teve em 2009, também rendeu desdobramentos.
“Foi uma aula extra, fora do horário, para um grupo que aceitou o convite e alunos da Penn State University (Pennsylvania). A professora Malika Richards é minha companheira de pesquisa no Grupo UFIRC (University Fellows International Research Consortium), que se dedica a estudos cross-culturals e tem representantes em mais de 50 países. Já imaginou quantas oportunidades para nossos alunos? É isso o que vamos discutir e planejar no próximo Academy of Management”, diz a professora Tania.
Na opinião da professora Tania, a qualidade da comunicação foi excelente. “A equipe da Biblioteca deu todo apoio, fez os testes e tratou tudo com o pessoal da outra universidade. Além do aprendizado, nossos alunos se divertiram muito e fizeram bonito. Estão habituados a esse tipo de tecnologia. Adoraram a possibilidade de uma aula conjunta com uma universidade americana. Ficaram completamente à vontade, mesmo falando em inglês. E se saíram muito bem. Malika havia feito experiências com alunos da Colômbia e da Romênia. Nosso grupo foi o que melhor se saiu, acumulando mais pontos do que os demais grupos, incluindo EUA”, relata a professora Tania.
Com o objetivo de debater a experiência com a colega da universidade norte-americana e planejar outras atividades com pesquisadores de outros países, a professora Tania está organizando um seminário para o próximo encontro da Academy of Management, o principal evento acadêmico internacional sobre Gestão, que acontece em agosto no Canadá.
“Pelos meus contatos com colegas de outros países, não acho que usem o sistema de videoconferência com frequência. Recomendo muito, mas acho necessário que o professor planeje a atividade e que os alunos se preparem também. Não é uma tecnologia para se usar sem preparação, pois há o risco de desperdiçar um recurso riquíssimo”, diz ela.
A FEA foi a primeira faculdade da USP a ter uma sala equipada para eventos por videoconferência, com recursos da FAPESP. “A primeira ideia foi desenvolver treinamentos e integrar a FEA com a FEA de Ribeirão Preto. Evitar o deslocamento dos professores para dar aulas. A linha era discada”, lembra Dulcinéia Jacomini, diretora da Biblioteca que “bolou” a mesa em formato de “feijão”, sem pontas, para garantir a visão da tela e acomodar os participantes.
Na sua avaliação, a resistência à ferramenta é hoje bem menor e os professores e alunos se sentem à vontade nos eventos. “As linhas são estáveis, bem diferente do tempo que só havia linha discada. A comunicação pode ser feita com linha IP ou ISDN, quando precisar ser mais restrita. Já fizemos vários eventos com conexão multipontos e tudo funcionou muito bem”, explica Dulcinéia.
O importante é que a equipe da Biblioteca dá todo apoio aos usuários e fica a postos durante a videoconferência para agir em caso de qualquer problema, sem se preocupar com o horário. “Às vezes, a pessoa esbarra em um fio e o som some. Já basta a pressão por estar defendendo uma tese diante dos professores. Por isso, fazemos questão de testar a conexão previamente e analisamos os incidentes ocorridos para aperfeiçoar ainda mais o sistema”, garante Ana Cristina dos Santos, responsável pelo CIEP.
fonte: http://www.fea.usp.br/noticias.php?i=450

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