KBR, qrcodes e smartphones

Nos últimos anos, está acontecendo uma convergência entre os equipamentos eletrônicos dos quais dispomos no nosso dia-a-dia.

Uma confusão geral na verdade, porque hoje compramos um aparelho topo de linha, em 4 meses ele já virou velharia. E isso acontece com tudo, telefones, celulares, câmeras fotográficas, computadores, televisores, equipamentos de som e tudo o mais que pudermos imaginar.

Natural e esperado. Cerca de 70 anos atrás, o escritor e inventor Arthur C. Clarke escreveu sobre essa convergência das tecnologias. Homens como ele, Isaac Asimov e Robert A. Heinlein são, muito provavelmente, os padrinhos de cada uma das tecnologias das quais dispomos hoje. Eles inspiraram épicos da nossa época, como a série “Jornada nas Estrelas”, com o capitão Kirk e o Sr. Spock. Filmes como “2001, uma odisséia no espaço”. E, de alguma forma, os escritos desses homens inspiraram e impulsionaram o ser humano para o espaço, para a lua, e para o conforto tecnológico de todos os gadgets dos quais dispomos hoje.

Em uma de suas obras, Arthur Clarke, lembre-se, 70 anos atrás, escreveu:

… [It] was the standard size of all such units, determined by what could fit comfortably in the normal human hand. At a quick glance, it did not differ greatly from [a] small electronic [calculator]…. It was, however, infinitely more versatile, and Duncan could not imagine how life would be possible without it.

Acreditem ou não, ele descrevia um smartphone atual. Um PDA — Personal Digital Assistant —, que teria tudo o que você precisa pra tocar a vida, armazenando seguramente todos os seus dados, a sua vida.

O que mais são os smartphones e tablets de hoje? Relógio, telefone, videofone, câmera fotografica, filmadora, televisão, gravador de som e voz, music player, editor de textos, planilhas de cálculo, envia mensagens, emails, navega na internet, acessa mapas, tem localizador individual, funciona como GPS. Só falta fazer o nosso café da manhã. 🙂

Ele foi mais longe: previu que os dispositivos estarão limitados, num primeiro momento, à “grossura do dedo humano”. Isso mesmo: Enquanto ainda dependermos da interface teclado, o tamanho de nossa mão e dedos é que vai limitar a miniaturização dos nossos equipamentos. Mas não se preocupe, pois existem cientistas em todo o mundo trabalhando em estudos sobre interfaces de voz, e até cerebrais.

Admirável mundo novo, agora. Esqueci de mencionar acima uma outra característica dos smartphones atuais: o scanner. Ele usa sua câmera para scannear coisas, como por exemplo, códigos de barras do tipo QRcode.

Chegamos ao ponto. A KBR lança no final deste mês, junto com a Livraria Cultura, um novo modelo de venda de livros, com a sua exclusividade e vanguardismo costumeiros. O cliente pega um cartão que parece um cartão postal: de um lado, a capa do livro; do outro, uma sinopse e um QRcode, convidando o cliente a apontar seu telefone e ter acesso instantâneo a uma amostra do livro, em formato PDF. Leu a amostra, gostou, basta ir ao caixa e comprar.

Fascinante. Simples e completo.

A tecnologia envolvida ainda está em desenvolvimento. Como são inúmeros os aplicativos, marcas e modelos desmartphones e tablets no mercado, assim como uma diversidade enorme de tamanhos de tela e sistemas operacionais, cada um se comporta de um jeito. Em nossas experiências iniciais, descobrimos que os telefones que possuem o aplicativo Adobe Reader Mobile leem nossas amostras com perfeição. Já outros, com o sistema operacional Android, por exemplo, leem as amostras, mas ainda não conseguem acessar o link de compra, por exemplo, que existe no final de cada amostra. Os aplicativos de interface para a internet dos androides ainda estão engatinhando. Por ser uma plataforma aberta, com desenvolvedores voluntários, as coisas realmente boas e práticas demoram um pouco apara aparecer.

São pequenos detalhes que estamos a estudar e desenvolver. É provável que o Android vá dominar este mercado (os maiores fabricantes de celulares do mundo o estão adotando, ao mesmo tempo diminuindo seus custos e tentando escapar da hegemonia dos aplicativos Microsoft Windows, Apple e BlackBerry. E as operadoras de telefonia também adoram, porque ampliam suas receitas, produzindo e vendendo pacotes de dados, aplicativos, jogos, tons musicais etc.,  direto aos clientes de sua base), e já sabemos que a Adobe, responsável pelos arquivos PDF, já vem estudando ter seu Adobe Reader instalado nas atualizações Android que virão. Uma novela, luta feroz na busca de receitas, cada empresa querendo o seu quinhão. Longe ainda de se definir.

É assim estar na vanguarda do livro: dificuldades, decepções, aprimoramentos e, finalmente, sucesso.

Só duas empresas brasileiras se atiraram ao uso do QRcode como ferramenta de interação e conquista de novos clientes, até agora: a KBR Editora Digital e as Organizações GLOBO, capitaneadas nesta ação pelo Jornal O GLOBO. Já pararam pra pensar na grandeza disso?

Fiquem em paz e até a proxima.

Post publicado tambem no Crônicas da KBR

 

One thought on “KBR, qrcodes e smartphones

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