Tendência revelada: empresas deverão ter de pagar para existir nas redes sociais

Material classificado – cliente GQP apenas

Prepare-se para as seguintes tendências:

  1. A monetização de tudo e qualquer coisa já não é novidade. Empresas de softwares como o Google (vários produtos, sendo o principal o motor de buscas), Adobe (photoshop e PDF reader), Corel (coreldraw), Microsoft (microsoft office) e muitas outras de uso comum entre as pessoas já cobram mensalidades de seus usuários, ou estão terminando de migrar todos os seus produtos para a nuvem. Em breve você não mais instalará o software/app em seu equipamento – seja computador, notebook, tablet ou telefone – apenas fará login na nuvem para utilizar.
  2. Todas tem em comum uma armadilha prática: criam uma necessidade e a disponibilizam largamente e de forma gratuita. Quando você passa a depender da ferramenta para seu trabalho, começa a ter de pagar. O primeiro produto a ser monetizado na nuvem foi o Microsoft Office, onde por exemplo ter seu email profissional na nuvem passou a custar cerca de 8 dólares cada email por mês (de passagem, temos no GQP uma solução de emails na nuvem bem dimensionada e custo baixo).
  3. Agora é a vez das redes sociais. Começaram gratuitas e livres. Então entraram na fase de oferecer anúncios. Todo o tempo você é estimulado a anunciar cada post, cada texto. Agora a próxima fase está delineada ao que parece: cada negócio ou empresa, para continuar a existir no Instagram, Facebook, etc, deverá ter de pagar uma mensalidade, independente de anunciar ou não.
  4. O WhatsApp já lançou sua versão WhatsApp Business, destinada aos negócios que atendem seus clientes via esta ferramenta. O Google passa a cobrar dos negócios que querem continuar a figurar no Google mapas.
  5. Em paralelo, um forte movimento das operadoras de internet NET, VIVO, OI, NET, CLARO, etc., buscam instalar a franquia de consumo do usuário comum, passando a cobrar mensalmente de cada usuário como se fosse uma conta de luz, pagar o que consumir.

Google Mapas avisando seus usuários do início da cobrança

Cenário provável

  1. Seus custos com sua presença virtual na internet deverão crescer, e sua visibilidade diminuir. A concentração que hoje acontece na vida física, onde grandes empresas detêm a maior parte do capital para investir em marketing irá se reproduzir no mundo virtual de forma ainda mais contundente do que já é hoje, pois a monetização das redes sociais, somada a limitação de uso da internet para o usuário final devido ao custo mensal da franquia de uso de dados acabará forçando-o a pesquisar menos e escolher as primeiras opções.
  2. Países mais frágeis como o Brasil tendem a ser penalizados primeiro devido ao lobby e despreparo das populações produtivas, sempre reféns de leis e regras espúrias – vide tomada de 3 pinos exclusiva brasileira, ou kit de primeiros socorros nos veículos, ou mesmo leis trabalhistas que inviabilizam os pequenos negócios. Assim é provável que esse encontro de forças descrito aqui se materialize rapidamente, sufocando ainda mais os pequenos e médios negócios. Note que o cidadão europeu, por exemplo, tem proteção das leis de dados e usos de internet mesmo que more fora da união européia. Enquanto brasileiros, a proteção é zero, e o interesse das autoridades constituídas para com os pequenos negócios é nenhum, exceto recolher impostos e taxas, todos que puder.
  3. A internet representa hoje para o Brasil duas vertentes básicas: é o futuro dos pequenos negócios, da venda online de serviços e produtos, da entrega em domicilio, da substituição do emprego formal pelo empreendedorismo forçado; e também a nova galinha dos ovos de ouro para impostos e taxas, e deverá assim ser rapidamente dominada pelos grandes interesses corporativos e institucionais.

Como se proteger

  1. No cenário que está se delineando, fortalecer sua marca e seu site são a solução recomendada. Mesmo valorizando a monetização, os principais motores de busca ainda precisam mostrar bons conteúdos, qualidade e negócios sólidos. Isso porque não podem perder a credibilidade perante o usuário final mostrando apenas negócios que pagam para aparecer. A web valoriza sites que já existem há algum tempo, atualizados e de bom conteúdo original.
  2. As flutuações nas redes socias devem continuar a existir. Hoje vemos o Instagram como ator principal no Brasil, seguidos por Facebook e Twitter. O WhatsApp trabalha forte para tomar esse lugar, e a limitação do Instagram de conteúdo pobre e foco em imagens deverá ceder em breve. Espera-se que todos eles acabem tendo o mesmo formato prático do Facebook, com equilíbrio de texto e mídia. Porem o movimento de pendulo de uma para outra continuará a existir, e a primeira a começar a cobrar dará a senha para as outras, deverá ser uma ação quase combinada entre elas.
  3. A miopia e o encanto com as redes sociais devem finalmente acabar. A percepção de que os grupos formados em seu entorno na rede social não são necessariamente os únicos consumidores de seu produto ou serviço, e que o seu foco deve ser ter seu site aparecendo nos motores de buscas deverá tomar corpo. Outra percepção cada vez mais clara diz respeito à fugacidade da rede social em contraponto à solidez e resultados práticos de um website bem cuidado.
  4. Hoje mais do que nunca os conceitos de tripé e ancoragem web devem ser seguidos a risca. Tenha seu site como o centro de toda a ação. Produza periodicamente conteúdo novo para o seu site, e então reproduza esse conteúdo nas redes sociais. Seu site deve ser como o seu negócio, sólido e perene, diferente de redes sociais cujo cunho é promocional e passageiro. Site forte, você deverá escolher qual das redes sociais abriga seu publico-alvo e trabalhar suas promoções nela.
  5. As ações de venda e negócios com clientes devem estar centradas no seu site. Se optou por ecommerce, agregue posts à sua loja, descrevendo produtos, descrevendo cases, lançando promoções. Um site forte e bem cuidado te prepara para as eventualidades futuras.

Att.
Equipe GQP

 

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